Lust of Blood

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Lust of Blood

Mensagem por Raoul de Chagny em Qui Mar 19, 2015 9:51 am

Introdução

“(…) it's just the sort of story, audiences adore, in fact a perfect opera!”

(Prima Donna, in Phantom of the Opera)





Os acontecimentos que serão por aqui narrados surgiram no famoso teatro parisiense da Opera Populaire, no ano de 1870. Nesse período, vieram à tona estranhos boatos acerca de uma misteriosa figura conhecida como o “Fantasma da Ópera”.  Pouco se soube acerca de sua origem. Ele surgia e desaparecia por todas as dependências do teatro com imensa facilidade, tal qual um espectro. Sua influência era sentida até pelos diretores do local, que cediam às suas exigências (normalmente através de cartas), de modo a evitar os inexplicáveis acidentes cuja autoria reivindicava.

O Fantasma, na verdade, era um homem de carne e osso, um músico genial com extensos conhecimentos em diversas áreas. Isso o permitiu residir quase incógnito nos subterrâneos do teatro e manipular acontecimentos no Opera Populaire a partir de lá. O sucesso retumbante da jovem cantora Christine Daaé ao substituir a estrela Carlotta aconteceu devido à orientação musical que o Fantasma da Ópera dera à moça. Ela acreditava que havia encontrado nele o Anjo da Música, personagem mítico que seu falecido pai, o violinista Gustav Daaé, dissera existir. Neste ínterim, o visconde Raoul de Chagny, amigo de infância de Christine, retorna à Paris depois de alguns anos de estudo na Escola Naval. Raoul é apaixonado por Christine e isso desperta a ira do Fantasma, pois este também a ama. Logo Christine vêm a saber que a identidade dessa figura misteriosa é a de um homem chamado Erik, cuja aparência deformada fez com que se isolasse do mundo. Apesar disso, não se afasta, fascinada por sua música e penalizada por sua condição. É neste impasse entre os personagens que a história começa.

*Nota: Este cenário é um amálgama da história original de Gaston Leroux com as adaptações para teatro e cinema (especialmente o filme de 2004). O resultado não segue exatamente nenhuma delas, incluindo ainda, personagens de outras obras fictícias (como Catherine Earnshaw e John Thornton) e material criado pelos próprios jogadores. Em princípio, o jogo surgiu no Ask.fm, decorrente da interação entre os usuários pertencentes a esse universo ficcional.


Última edição por Raoul de Chagny em Sex Mar 20, 2015 2:15 pm, editado 2 vez(es)
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Prólogo

Mensagem por Raoul de Chagny em Sex Mar 20, 2015 2:10 pm

Prólogo

"Todo o fantasma, toda a criatura de arte, para existir, deve ter o seu drama (…)"

(Luigi Pirandello)




O Bals Masqués organizado por Christine Daaé no Teatro Opera Populaire de Paris fora um dos eventos mais comentados dos últimos tempos.  Não apenas pela exuberância e refinamento presentes, mas também por um incidente em particular, que deu à festa um toque verdadeiramente bizarro.  Jean Paul Melliér, colunista do jornal Le Gardien, escreveu no dia seguinte ao baile:

"Segundo informações, o Bals Masqués organizado pela jovem cantora e bailarina Christine Daaé imprimiu em seus convidados maiores emoções do que se esperaria. Há certo tempo ouve-se falar acerca do Fantasma da Ópera que ronda as dependências do Teatro. Os diretores nunca confirmaram a existência desta peculiar aparição. Imagine então, leitor, a surpresa dos convidados ao surgir subitamente um homem disfarçado com uma horrenda máscara de caveira no momento mais festivo do baile! Algumas testemunhas juraram que não se tratava de máscara, dada a perfeição do efeito. O que a princípio pareceu uma encenação extravagante, logo se tornou um pesadelo real, quando o referido mascarado sacou sua espada de maneira ameaçadora. Sua atenção parecia estar sobre Mlle. Daaé. Logo em seguida, como por encanto, o "fantasma" desapareceu numa explosão de fumaça. O jovem visconde de Chagny tentou persegui-lo, com o sabre de marinheiro na cintura, e foi tragado pelo solo, como se por um alçapão secreto. Poucas horas depois, M. Raoul de Chagny foi visto, segundo consta, com um expressão muito abatida e preocupada. Ninguém ouviu uma palavra dele sobre o assunto. Era como se tivesse feito um pequeno tour à enfer."




Este foi um assunto por demais debatido nas rodas de conversa dos frequentadores do Opera Populaire. Por causa da repercussão, os diretores Moncharmin e Richard enviaram uma nota ao jornal, explicando que aquilo fora uma encenação surpresa para entreter os convidados. Raoul e Christine não se pronunciaram e, a princípio, essa versão do fato foi tida como correta. No entanto, os boatos sobre a existência do Fantasma da Ópera continuaram rondando os bastidores, perpetrados principalmente pelos funcionários mais supersticiosos e pelo corpo de dança do teatro.
Poucos dias depois, o jovem visconde de Chagny em visita ao Opera Populaire recebeu das mãos de Mme. Gilry uma carta endereçada para si. Não continha remetente, e fora achada próxima à bilheteria do teatro. Estava endereçada ao “Visconde Raoul de Chagny”.  Ele não conteve exclamações de irritação ao ler o conteúdo. Tratava-se de um desafio para um duelo, como se escrito por Erik, mas sem assinatura. Raoul percebeu o embuste, considerando uma piada de mau gosto. Não se sabe como, o incidente pormenorizado tornou-se também notícia do Le Gardien, que se referiu ao visconde como totalmente destemido diante de um eventual duelo.
Ao que parece, o desprezo de Raoul enraiveceu o Fantasma, que então desafiou o jovem através de uma carta autêntica, deixada no camarote nº 5. Raoul não ignorou esta, enviando uma resposta escrita através de Mme. Giry. O desafio fora aceito. Escolheu a espada como arma, e designou o cemitério de Perros, à meia-noite, como local para o duelo.
Christine, ao saber do ocorrido, entrou em desespero. Tentou dissuadir Raoul com palavras duras num telegrama, ameaçando abandonar os dois rivais caso o duelo acontecesse. Raoul não declinou, pois sentia que talvez esse fosse o único modo de resolver o impasse. Conversou acerca disso com Mr. Thornton, um cavalheiro inglês que conhecera recentemente, mas que lhe inspirava confiança. Thornton fora taxativo: o Fantasma precisava pagar por seus crimes. Garantiu ao visconde que usaria de sua influência para concretizar tal ação.





Mlle. Daaé, sem saber a quem recorrer, telegrafou a sua amiga inglesa Catherine Earnshaw. Esta se mostrou solidária, partilhando da opinião acerca do absurdo que um duelo sangrento como este poderia ser. Prontificou-se a ir para Paris, com a incumbência de dissuadir Raoul de seu intento e oferecer apoio à Christine.
Neste ínterim, o visconde recebeu em sua casa outras duas cartas. Mais uma anônima, que dessa vez procurava convencê-lo, por prudência, a desistir do duelo e outra de Erik, cheia de ameaças, na tentativa de intimidá-lo e também fazê-lo declinar. Sentiu-se enfadado, imaginando que o tomavam por inconsequente ou covarde. Não respondeu a nenhuma destas cartas. Resolveu, então, escrever missivas de despedida que, em caso de vir a ser morto no embate, deveriam chegar às mãos de sua família e de Christine.

O dia seguinte seria fatídico, talvez regado a sangue e triunfo.
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