WINGS OF MADNESS

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WINGS OF MADNESS

Mensagem por Vincent Dragunov em Qua Maio 18, 2016 2:35 am

WINGS OF MADNESS - solo

── Wings Of Madness ──
❝There comes a time within everyone to close your eyes to what's real
No comprehension to fail I vacuum the wind for my sail
Can't be the rest let others waste my time
Owning success is the bottom line like a knife into flesh
After life is to death pulling and punching the rest of duration
No one can piss on this determination❞
[Mouth for War - Pantera]  
Vincent sempre gostou mais da noite que do dia, preferindo o manto negro sobre suas caçadas, tendo a lua como sua única testemunha e cúmplice. Trabalha sozinho, justamente por não confiar em ninguém, mesmo dentro do Ministério, perseguindo a verdade de uma forma doentia, que sempre o levou a tortuosos caminhos, muitos deles perigosos e até incongruentes com a legislação vigente. Por essa razão já recebeu várias advertências e só não perdeu o emprego pela eficiência de suas investigações, que o tornaram indispensável em algumas missões, principalmente quando elas envolvem algum tipo de ligação com o mundo trouxa, pois sua sede por conhecimento era tanta, que ele se tornou um dos poucos bruxos a realmente se dedicar ao estudo também do mundo não-mágico e de todo seu funcionamento. Desse modo, sempre que algum bruxo se refugiava naquele mundo, era ele o enviado para a caçada.
Desde muito novo, já acumulava a maior quantidade possível de conhecimento que conseguisse, levando a extremos suas habilidades de busca e apreensão. Dessa vez não seria diferente. Estava em uma empresa de segurança de Londres e o bruxo que desejava capturar, se disfarçou como o diretor da empresa, se escondendo assim do Ministério. Durante semanas, Vincent rastreou ligações, hackeou sistemas de informações mais comumente utilizados e utilizando da engenharia social, abusou da técnica de "fishing" para conseguir acessar contas de usuários de dentro da própria empresa, utilizando apenas um aparelho celular. Por fim, quando conseguiu descobrir exatamente qual a sala onde deveria encontrar seu alvo, Vincent se disfarçou como mero funcionário do suporte de TI e se infiltrou, utilizando a aparência de um funcionário qualquer com o feitiço de transfiguração para conseguir acessar livremente o prédio.
Se apossou do primeiro computador que conseguiu e o utilizou para acessar o computador do alvo, implantando um vírus que deixava a máquina praticamente inoperante. Desativou todo o sistema de segurança da rota que tinha planejado para a fuga e da sala do alvo, para ficar mais à vontade para interrogá-lo. Quando recebeu o chamado para suporte, se prontificou a ir resolver o problema e assim seguiu para a sala desejada. Se moveu tão rápido até a sala desejada, o que não costuma acontecer quando se abre um chamado como aquele, que surpreendeu o alvo, que precisou usar o feitiço In Albis por causa de um pergaminho que ele escrevia no momento. Vincent entrou já trancando a porta trás de si com o Colloportus, retirando a varinha de dentro do sobretudo de couro, o adversário tentou desaparatar, mas antes que conseguisse, foi atingido pelo feitiço Immobilus de Vincent e paralisou. Assim, o Auror tomou-lhe a varinha e começou o interrogatório.
── Sir Leonard Harris... você é acusado de ter utilizado as artes das trevas para conquistar poder no mundo não-mágico e ainda de ter um prazer sádico em torturar mulheres e crianças. ── levando a mão ao bolso, Vincent segurou o relógio de prata, para o qual ficava olhando enquanto perguntava. Com uma mão, segurava a varinha, para usar o qualquer feitiço que precisasse e continuou. ── Como se isso não bastasse, ainda soube que teve um envolvimento direto com um comensal da morte que muito me interessa, vamos lá... comece a falar.
── É mentira! Juro que é tudo mentira! Tenho uma vida honesta aqui no... ── Vincent interrompeu a fala de seu alvo ao perceber que os ponteiros de seu relógio começavam a girar para o lado contrário. Nesse caso nem precisaria do sensor de segredos para saber que o sujeito estava mentindo, mas o uso do objeto se tornou um verdadeiro vício. Ele se aproximando dele e pressionando com o indicador e o polegar um ponto de dor bem conhecido das artes marciais chinesas e disse. ── Continue mentindo pra mim e verá que não preciso de feitiço algum para te fazer implorar pelo abraço gélido da morte. Com a pressão exercida sobre aquele ponto específico na região ombro mais próxima do pescoço, o alvo perdia o tônus muscular, caindo sobre os joelhos conforme o efeito do feitiço Immobilus ia passando. Em seguida, para mostrar que estava falando sério, deu um soco bem forte no plexo solar horizontalmente, atingindo o estomago e os intestinos, para provocar uma dor violenta, sem oferecer risco de vida ao adversário. Queria apenas ter certeza que ele entendia. ── Agora você vai me falar a verdade. Incarcerous. Conjurou o feitiço para amarrar o alvo na intenção de ficar mais à vontade para fazer suas perguntas e se sentou na cadeira à frente dele, deixando-o no chão. ── Sejamos breves. Onde ele está? ── o outro bruxo se contorcia mesmo sabendo que era em vão, mas pelo menos começava a falar.
── Tá bom, tá bom! Como você é sem graça! Não dá nem pra brincar! Vincent... você não precisa ir atrás dele, porque ele irá encontrá-lo em breve. ── dessa vez ele olhava para os ponteiros e eles continuavam no sentido normal. ── Você não pode me matar, Vincent. Ele vai capturar sua esposa e vai usá-la contra você. ── Naquele momento o auror olhou bem para o relógio, buscando a certeza de que aquelas palavras eram verdadeiras. Ficava preocupado com Iara e nervoso, deu um chute no plexo solar do alvo, que gemeu. ── O sangue dela estará em suas mãos.
── O que ele quer afinal?! ── questionou Vincent impaciente.
── Sua cabeça... ── mais uma vez os ponteiros seguiram sua direção normal e o auror engoliu seco. O caçador se tornou caça em uma reviravolta bem desagradável. ── E qual a sua participação nisso?
── Eu sou só o garoto de recados... uma distração... quem faz o trabalho sujo já está onde deveria estar. Assim como eu, que acabei de cumprir com sucesso minha missão garantindo que você também estivesse onde deveria estar.
Pelo seu tom de voz, era evidente que alguém já teria ido capturar Iara. Vincent não era de fazer muitos amigos, mas inimigos colecionava aos montes por onde passava, o que o deixava em desvantagem. Aflito, manteve o olhar fixo nos ponteiros, procurando alguma mentira, mas dessa vez, o alvo parecia mais satisfeito com ele ao dizer a verdade.
── O tempo está correndo, Vincent... se eu fosse você começava a correr também.
Furioso, Vincent se levantou, tirou o isqueiro do bolso do sobretudo, ativando o alarme de fumaça do prédio para evacuar o local e causar uma agitação que lhe permitisse passar despercebido na multidão como apenas mais um funcionário invisível da TI, ganhando algum tempo para descarregar sua fúria. Distribuiu vários pontapés, visando atingir órgãos vitais do inimigo, desfazendo o sorriso vitorioso que ele tinha na cara ao perceber que conseguiu atraí-lo de acordo com o plano de seu aliado comensal. Para apagar qualquer evidência de sua presença, conjurou o feitiço de Fogomaldito em cima do corpo de seu alvo e permaneceu parado, observando-o ser consumido pelas chamas, enquanto gritava de dor. Desfez o feitiço que mudava seu rosto, jogou as credenciais do funcionário que se transformou nas chamas para serem destruídas e permaneceu imóvel. Por mais que o sistema anti-incêndio estivesse ativado, a quantidade de água era muito pouca para conter o poder do fogo mágico que se alastrava pela sala, sem uma forma definida, mas consumindo tudo pelo caminho.
Só então, Vincent se afastou, deixando que as chamas continuassem seu trabalho até que a água se tornasse suficiente ou até que os bombeiros conseguissem detê-las e saiu pela escada de incêndio. Descendo aqueles 4 lances de escada às pressas, seguindo alguns poucos funcionários da empresa que assustados esbarravam uns nos outros com medo de ficar para trás e ver acontecer algo pior. Mesmo estando na forma de um funcionário da empresa, o adversário sabia bem quem ele era, o que indicava que tinha mesmo caído em uma armadilha. Precisaria então tentar colocar a cabeça no lugar e voltar para casa para encontrar Iara e garantir sua segurança. A rua estava movimentada, haviam muitos pontos de encontros de jovens, então estes se acotovelavam com seus celulares para filmar o prédio em chamas. No tumulto, não foi difícil se afastar do cenário em direção à estação de trem mais próxima para seguir em busca de sua esposa.

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Re: WINGS OF MADNESS

Mensagem por Vincent Dragunov em Qua Maio 18, 2016 2:37 am

WINGS OF MADNESS - Aniska Trelawney


── Wings Of Madness II ──
❝Out on the silent battlefield, when the killing work is done
And the crimson haze has gone, still lies the deadly sword I wield
And I'm dreaming of your face, have begun to count the days
But I fear to face a dreadful fate, I am afraid to lose the one I cherish.❞
[Wings of Madness - Serenity]  
Após o incidente na Liverpool Street que culminou com um incêndio que destruiu o prédio de uma empresa de segurança  chamada Xist4 SecurIT [em WINGS OF MADNESS I] Vincent seguiu o mais rápido que conseguiu direto para casa, na intenção de encontrar sua amada. Caminhava em passos acelerados, movido por uma ínfima fagulha de esperança na presença de Iara em sua casa, sem saber de nada que tanto desnorteava seus pensamentos naquele momento. Aquela mulher era o único ser humano que o auror acreditava poder confiar. Mas dessa vez, Vincent encontrou a casa fria e vazia, sem o sorriso acolhedor da brasileira que conheceu de forma inusitada em sua primeira visita ao Brasil. Obrigado a encarar uma realidade que não conseguia aceitar, Vincent ouviu o latido de Krigor e seguiu o som angustiado, mas o cachorro estava bem, apenas preso dentro do depósito. Para seu alívio momentâneo. Desceu as escadas em direção à masmorra e conjurou o feitiço "Homenum Revelio" para verificar se havia algum ser humano nas proximidades de sua casa e com a negativa, levou as duas mãos ao rosto pressionando os dedos contra a pele, contraindo-as em notória angústia. Fechou os olhos tentando se manter racional e caminhou em círculos pela casa.
Iara não costumava sair sem avisar, nem mesmo para qualquer tipo de missão por Apoema, então ele carregava no peito a certeza de que ela fora capturada. Parte de seus pertences também não estavam em casa, o que sugeria que ela apenas saíra de casa. Mas sem nenhum bilhete? A índia conhecia bem o marido que tinha, então um "passeio voluntário" sequer fora cogitado. Especialmente depois de uma conversa como a que teve com Leonard Harris, seu alvo na Liverpool Street. Dragunov pensava no pior, mas seu coração ainda tinha esperanças de reencontrar Iara em segurança, de ainda ter tempo para salvá-la. Ele evitou alertar as autoridades por desconfiança de que poderiam haver pessoas do Ministério envolvidas, como já viu algumas vezes. Aurores servindo comensais e vice-versa. Os traidores estão em todos os lugares, não havia ninguém em quem pudesse confiar além de seus animais, então estava completamente sozinho em sua busca.
Deixando o local devidamente protegido em sua ausência, pegou apenas o essencial colocando nos bolsos do sobretudo e sequer informou as autoridades sobre o ocorrido, iniciando uma busca secreta pela mulher que amava, tentando se apegar à ideia de que ela não estaria morta, afinal certamente seria usada contra ele ainda. Desse modo, no decorrer daquele dia, patrulhou todos os lugares que Iara costumava visitar, procurando qualquer tipo de informação, escondendo sua preocupação por trás de uma máscara de serenidade. Sorria, como se nada de mais tivesse acontecido, mesmo sentindo em seu peito a dor esmagadora que consumia sua sanidade. No cair da noite, seguiu até o bairro de River Street, onde uma amiga próxima de Iara residia, mas sem sucesso, voltou a caminhar pelas ruas, passando pelos jardins daquelas casas. A cada passo sentia-se caminhando em direção à loucura, dominado pelo desespero em um frenesi mortificado, como um zumbi. Sucumbia entregue aos sentimentos de culpa, fracasso e medo, perdendo momentaneamente seu contato com a realidade, como se caminhasse em um imenso vazio.
Letárgico, seguiu para a praça centenária do bairro, onde havia uma igreja católica, que encoberta pelo véu da noite parecia refletir a condição de sua alma, perdida na escuridão, sufocada, como se estivesse enterrado vivo. Sentou-se em um dos bancos, apoiando os cotovelos sobre os joelhos, a mão esquerda sobre o lábio superior, ocultando involuntariamente uma cicatriz e a direita ele levava ao bolso, retirando o relógio de prata, que segurava com a mão direita, mantida erguida, também próxima ao rosto.
Observava os detalhes do relógio de bolso, abrindo e fechando enquanto se perdia no único som percebido por seus sentidos naquele momento. Um fatigante clank, track, clank, track, clanck, track, que até abafada o rotineiro tic tac dos ponteiros. Ele sabia que precisava se recompor e tentava vencer sua melancolia, distraído por aquele som mecânico, até que outro som atraiu sua atenção, fazendo-o interromper a sequência antes do próximo track de fechamento do relógio. Vincent direcionou o olhar para a figura que se aproximava na penumbra, retomando seu contato com a realidade. Uma que ele preferia não encarar naquele momento. Era Aniska Trelawney... a vice-ministra! Assim que a reconheceu, engoliu seco, mas tentava não permitir que sua expressão facil o denunciasse, embora acreditasse que ela se aproximava por já saber do incidente da noite anterior. Um sorriso quase se formou em seus lábios quando os olhos fitaram os azuis dela, que pareciam iluminar a noite com seu brilho. Estranhava muito sua presença, afinal nunca tinham trocado muitas palavras com ela, nada além das típicas formalidades do ministério, então para ela tê-lo procurado pessoalmente, era certo como a morte que aquela conversa não se trataria apenas de uma advertência.

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Re: WINGS OF MADNESS

Mensagem por Vincent Dragunov em Qua Maio 18, 2016 2:39 am





The iris bluish vision


With: VINCENTE L. DRAGUNOV



Ao peso de cada passo uma sentença; os baques dos saltos estalando sobre o piso do escritório eram a voz da condenação. À análise azulada de seu olhar místico, vertiam imagens, sons e sensações que não as suas; um mar de penumbra que deveria lhe cegar, a tornava em uma expectadora do presente de outra pessoa, cujo a sonoridade cardíaca parecia inóspita, variando entre lentidão e celeridade, conforme uma grande angústia ia assumindo espaço na sinuosidade do corpo da morena. Um sorriso nasceu nos lábios, contagiou os olhos que sorriam num dueto e, em seguida, assim que as linhas das feições daquele rosto se tornaram menos turvas, ergueu-se sobre os calçados que lhe rendiam centímetros extras, e, no momento em que vira o rosto da secretária principiar-se numa brecha forjada na porta de seu gabinete, teve tempo de dizer.

Enquanto durar esse dia não tratarei de nenhum outro assunto, senão o dessa porta para dentro, ao qual você não terá acesso.

Aparatou, então, ouvindo as folhas dos memorandos sob o pesa-papel se agitarem com a ventania, investindo num esforço ignóbil para fugirem à sua função.

E ainda enquanto sentia as moléculas de seu corpo viajarem por meio do transporte mágico, foi que a imagem enfim se concretizou num rosto contorcido numa máscara amarga de vingança mesclada em frustração. Olhos tão experientes quanto os daquela beldade deslindaram o homem transtornado a sua frente, até que ele pareceu finalmente avistá-la, e o esgar indeciso de seus lábios finos permaneceu indefinido no que seria um meio sorriso.

Pobre homem... — começou, com a cadência de um rebolado em que seus quadris largos balançavam de um lado para o outro.

Desfilou até a figura masculina, e a graça que aderia ao seu caminhar parecia um meio de ocultar suas reais intenções por detrás do semblante inabalável. Seu corpo era um labirinto de curvas, que mesmo sob o uniforme de natureza formal do Ministério se destacavam... Mas eram curvas perigosas o suficiente pra que soubessem que o tráfego naquela área era proibido.

As cinzas de seu crime ainda mancham as solas de seu sapato.

Retesou o peso do corpo e virou-se para olhar pelos lados, notando em seus poros uma mudança no plano astral, sensível como era para a arte da adivinhação - que desenvolvera especificamente bem, para limpar a memória de Sibila, sua avó e reascender aos tempos de glória da famosa Cassandra!

Tsk, tsk, tsk... — o estalo redundante da língua foi a sua reprovação ao homem, doravante, não demoraria ali.

Ele era o assunto que estaria detrás das portas de sua sala que já estaria trancada apenas para eles, considerando a eficiência de sua subordinada direta.

Venha. Está sob minha jurisdição, auror. — ergueu uma das mãos como quem pede algo, mas a outra, a livre, estava a postos próxima da cintura onde guardava a sua.

Você conhece as regras, auror.

Como era de se esperar, ele não ofereceu resistência e entregou a varinha, se erguendo em seguida. A morena de orbes safiras o apanhou num dos braços, e sem mais demora, aparatou com ele dali para o Ministério.
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Re: WINGS OF MADNESS

Mensagem por Vincent Dragunov em Qua Maio 18, 2016 2:39 am

── Wings Of Madness III ──
❝Out on the silent battlefield, when the killing work is done
And the crimson haze has gone, still lies the deadly sword I wield
And I'm dreaming of your face, have begun to count the days
But I fear to face a dreadful fate, I am afraid to lose the one I cherish.❞
[Wings of Madness - Serenity]  
Era impossível não reconhecer aquela mulher. Indagou seu subconsciente o motivo de nunca terem interagido de fato entre uma ou outra solenidade ministerial e percebeu que a cada passo sonoro sobre seus saltos ela demonstrava uma serenidade que cortava como uma foice seus anseios. Pensou em reagir e fugir daquele lugar, mas por quanto tempo seria condenado à desonha da fuga? Então o auror errante buscou reaver o controle sobre seus impulsos e em nome de sua honra maculada pelo crime que ainda deixava em suas vestes o incômodo cheiro de fumaça. Reconhecia a necessidade de um longo e demorado banho para recuperar as forças e rendia-se ao pesar dos ombros mantendo o olhar baixo e o corpo levamnte curvado, como se carregasse um peso muito maior que seu corpo fosse capaz de suportar, levantando-se, ele demonstrava tranquilidade, evitando qualquer tipo de movimento brusco para não parecer hostil e entregando a varinha, como ordenava o procedimento operacional padrão, a acompanhou.
Permaneceu em silêncio, com mente e corpo desconexos, imerso das trevas de sua própria insanidade. O brilho de seus olhos eram carregados de uma profunda angústia conflitante com seu ódio e desejo de vingança. Iara... era inconcebível a ideia de perdê-la. Podia sentir os dedos que lhe firmavam o braço, mas naquele momento estava em total descaso com os estímulos externos. Sabia o que o aguardava, então a única coisa que conseguia pensar era em modo para contornar aquela situação e resgatar Iara. Encontrava até mesmo uma pitada de humor para quebrar um pouco a tensão de sua própria musculatura quando em pensamento fez-se acreditar que tivera sorte apesar de tudo. Pelo menos seu carrasco impiedoso e insaciável não se tratava de um juiz cuja expressão era tão agradável quanto a de um coveiro. O canto esquerdo do lábio ergueu-se em um meio sorriso retendo o riso e ele cruzava os braços, reconectado à realidade ao aparatar na Sala do Quartel de Obliviadores, que ele reconhecia, embora não costumasse frequentar.
Aquela defesa sutil se mostrou bem eficiente, conseguindo aliviar a tensão de seu corpo, fazendo-o parecer um pouco mais tranquilo com tudo o que estava acontecendo. A vestimenta formal da vice-ministra não era suficiente para esconder sua sensualidade, pois as curvas de seu corpo não passavam despercebidas por onde quer ela fosse, despertando momentaneamente a libido sublimada pela cena criada em sua mente. Não era muito, mas foi o suficiente para desligar seus pensamentos de tudo aquilo que ainda o atormentava. Sem saber se podia confiar naquela mulher, não arriscaria demonstrar tudo que sentia, vestindo uma máscara para esconder sua angústia e manter uma postura mais ereta e serena, no intuito de manter a formalidade da abordagem, até ter alguma ideia de que estava seguro para falar sobre o ocorrido.
Espreitava os olhos dela, embora não os encarasse diretamente, sabendo que ela teria o que falar sobre suas últimas ações, permanecia silencioso, esperando que a iniciativa partisse da própria vice-ministra de julgá-lo. Esperaria para falar sobre todo o acontecido depois dela, cedendo a palavra em um gesto cavalheiresco e passivo. Pretendia avaliar o que Aniska sabia antes de correr o risco de entregar coisas que ela talvez não soubesse e dependendo do teor daquela conversa, elaboraria uma estratégia diferente para se mandar dali.
Levou a mão ao bolso e como de costume, voltou a abrir a tampa, em seu fatigante clank, track, clank, track, clanck, track... dessa vez no mesmo ritmo de seus passos, mas atento aos movimentos de seus lábios e aos ponteiros do relógio, verificando assim a veracidade contida em cada uma delas e escorou o corpo na mesa dela, permanecendo de pé, apesar de sua exaustão física, pois sabia que se chegasse a se sentar ou se deitar em algum lugar facilmente se renderia ao cansaço e aquele não era nem um lugar e nem um momento apropriado para recuperar suas energias. Seu foco estava no resgate de Iara, mas inicialmente, esperava conseguir ocultar sua preocupação, disposto a mentir, se julgasse necessário.


❝I am not a man. I began as one, but now I am becoming more than a man, as you will witness.❞
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Re: WINGS OF MADNESS

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