POETRY FOR THE POISONED

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POETRY FOR THE POISONED

Mensagem por Mr. Thornton em Qua Maio 27, 2015 11:55 am




Poetry for the Poisoned
Paris - France - Opera Populaire - 1870

"There was a time when I was young, a boy with bold ambitions
There was a time when I could tell the crooked from the wicked one
There was a song that someone sang, a hit of recognition
There was a time when I knew you well enough to know you won't be gone
Come with me tonight, tell me how it feels to be alive.
There was a time I had respect, a name of reputation
There was a time when I could watch myself without being in disgrace."
──── Kamelot - Poetry for the Poisoned pt. I - Incubus

Aquela foi uma semana de muitas surpresas, algumas boas, como o retorno pacífico do senhor Higgins à fábrica e o fim da greve que gerou ainda mais prejuízos para os Thornton, somadas às dívidas já outrora acumuladas pela irmã de John e outras nem tanto, como a proposta de casamento recusada por Margareth Hale. Ela era a mulher mais bela que John já havia encontrado e sua garra e determinação fizeram com que ela despertasse seu interesse. Sua inocência fazia dela uma mulher bem diferente das que conhecia na sociedade burguesa da pequena cidade industrial de Milton. Embora os bons modos não fossem um ponto forte daquela mulher, John Thornton estava realmente disposto a desposá-la, entretanto dias antes da partida, ele a viu com outro homem na calada da noite e percebendo o real motivo da recusa de seu pedido, decidiu esquecer aquela mulher de uma vez por todas. Ela voltaria para o Sul, então nunca mais se veriam de novo, então John decidiu passar alguns dias fora da cidade, para descansar. Deixou um funcionário de confiança conduzir os negócios até seu retorno. Havia uma convenção que reuniria produtores de todo o mundo em Paris, na França. Ali ele esperava tratar de negócios, conhecendo novos fornecedores de matéria prima, firmando acordos e novas parceiras, além de conhecer as novas tecnologias ali apresentadas. Para isso, John planejava fazer essa viagem sozinho, mas quando avisou a sua mãe e irmã, ambas insistiram para ir junto, pois fazia tempo que não iam à Paris. Sem escolha, acabou aceitando levá-las também. A situação financeira da família não se encontrava em um bom momento e isso limitaria bastante os Thorntons, mas como negar um pedido de sua própria mãe? John não se atreveria. A amava e respeitava acima de tudo e todos deveriam ser gratos pela garra e determinação dela para conseguir criar sozinha os dois filhos depois do suicídio de seu marido em função das dívidas acumuladas com banqueiros que se aproveitaram da inocência daquele simplório produtor. Em Paris os Thorntons foram ao Opera Populaire, onde tiveram o prazer de assistir ao espetáculo da estreante Christine e conhecer  o Visconde de Chagny, Raoul que acabava de retornar à cidade. Um forte laço de amizade nasceu naquela semana, mas não tardou até que as trevas encobrissem os dias de férias do empreendedor e toda sua família. O teatro era assombrado por alguém que se intitulava O Fantasma da Ópera. Cético demais para crer em superstições como aquelas, John acreditava se tratar apenas de mais um homem com ambicioso e manipulador, compartilhando de sua opinião com Raoul, ambos decidiram caçar o Fantasma e para isso não pouparam esforços, mesmo sabendo que agiam contra os pedidos de Christine, que estava encantada demais pela figura fictícia do Fantasma para acreditar na escuridão que habitava seu coração obcecado pela jovem. Nesse contexto, John iniciou investigações paralelas na tentativa de descobrir mais informações sobre este misterioso fanático, que desafiou Raoul para um duelo, do qual em partes John estava de acordo e em partes discordava, pois conhecia os riscos que envolviam a confiança depositada em um homem que não tem nada a perder.




Naquela noite o inglês de postura rigorosa e autoritária estava inquieto com os riscos que aquele duelo representava para todos os envolvidos. Depois de confirmar que o suposto Fantasma da Ópera era de fato um homem de carne e osso, Mr. Thornton passou a estabelecer um contato mais próximo com algumas autoridades locais para garantir a segurança de Christine e Raoul. Não os deixaria expostos às artimanhas do tal Fantasma, duvidando que este preservará a honra durante o duelo previamente combinado, decidiu tentar garantir a segurança de seus amigos franceses. Há muito tempo, John não acredita mais na honra dos homens, nem em duelos de cavalaria, então reportou parte de seus planos em uma mensagem ao Visconde:


Meu caro amigo,
venho por meio deste alertar-vos sobre os riscos que este duelo representa, mas também tranquilizar-vos informando que tomei todas as providências que o pouco que me dispunha em influência foi capaz de conseguir. Tenho um grande amigo, um inspetor, que não permitirá que esse duelo termine em morte. O Fantasma tem que pagar pelos seus crimes sob a lâmina da lei francesa que rege vossos conterrâneos, não com um banho de sangue. Receio que a honra não esteja entre as maiores virtudes deste, portanto todo cuidado é pouco. Em virtude dos riscos, não estaremos sozinhos no duelo, ele e uma escolta armada permanecerá oculta aos nossos olhos, no entanto fui orientado a não entrar em detalhes sobre o plano via mensageiro. Isso é tudo o que importa nesse momento, a segurança de todos os envolvidos.
Atenciosamente,
Mr. John Thornton.

Ao findar da escrita, com o intuito de esfriar um pouco a cabeça, John se retirou de seu aposento, dessa vez sequer se despediu da mãe e da irmã, que o repreendiam com o olhar, mas nada falavam e seguiu para as áreas públicas do hotel, ainda evitando um contato maior com outros ali presentes, optava por passar um tempo sozinho, falando apenas com o mensageiro, para que levasse sua mensagem até as mãos do Visconde, e seguiu até um restaurante para jantar, onde encontrou alguns produtores ingleses que conhecia. Eles o convidaram para se unir ao grupo, mas cordialmente, John Thornton recusou o convite e seguiu para um local mais reservado, onde jantou sozinho. Tentava esvaziar a mente, pensando no duelo e em tudo o que conversou com um amigo da família, o Inspetor Crane, inglês atual residente em Paris. Ao findar da refeição, John se dirigiu para fora, pensando em retornar à casa do Inspetor onde passaram a tarde pensando na estratégia que utilizariam para prender o "Fantasma", mas fora abordado por um velho amigo que o puxou conversando em sussurros.
──── Meu grande amigo! Há quanto tempo! Que bom encontrá-lo por aqui! Tenho um jogo marcado para essa noite e preciso de um parceiro, o que me diz, hã? ────  John sorriu pensando na forma como declinaria o convite, no entanto em seu âmago sentia muita vontade de jogar. Afastou-se dos jogos de azar em razão dos riscos que eles apresentavam, mas sentia uma leve inclinação para voltar e com a cabeça cheia naquele momento para tratar de negócios e da segurança do casal de amigos, segue com o velho amigo.
──── Já não jogo há anos, James. Não é uma boa ideia... ────  Disse sorrindo e cedendo à tentação. Ambos caminhavam lado a lado em direção a uma carruagem, na qual John não hesitara em entrar. Seguindo com o velho amigo sem questionar. Durante o trajeto conversaram sobre os negócios e o tempo que não se encontraram, no qual John precisou se afastar em função das apostas que ele não poderia mais realizar como prometido para sua mãe. "Só hoje...só uma vez...eu não vou me perder como o meu pai por causa de uma noite." ele pensava consigo mesmo tentando manter a cabeça no lugar para não sucumbir ao vício de outrora. ──── La Maquerelle Maison? Ahah...um bordel? ────  James apenas piscou para o amigo que sem graça olhava a fachada, pensando se tinha mesmo sido uma boa ideia expor-se às maiores tentações que causaram a ruína de seu pai. Por mais que tentasse sempre pensar que ele não era como seu pai, havia certa insegurança quando se tratava de vícios pelos riscos que eles representavam quando saíam do controle. Mas James o encorajava.
──── Esse não é apenas um bordel, meu amigo, é o melhor bordel de toda Paris segundo fontes confiáveis. Vamos, divirta-se, deixe os negócios um pouco de lado e aproveite o que as belas francesas tem de melhor a nos oferecer.  ──── O comentário preconceituoso de James seguido de gestos obscenos, era uma característica dele que sempre incomodou John, que por não pertencer a uma das famílias mais nobres inglesas conhecia bem a malícia daquelas palavras, mas ainda assim o acompanhou, para descansar melhor, se preparando para a empreitada do dia seguinte. Naquela noite, rendeu-se aos jogos, ao álcool, ao cigarro e às mulheres, desfrutando de tudo aquilo que outrora ele mesmo renegou, porém sem abusos com a bebida para evitar qualquer efeito colateral posterior no fatídico dia do duelo.




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Re: POETRY FOR THE POISONED

Mensagem por Mr. Thornton em Qui Maio 28, 2015 11:20 am



────⊰☫ La Maquerelle Maison - Paris - France - 1870

Estava deitado, acomodado em no leito contando as horas que pareciam não passar. De olhos fechados tentava dormir, mas ainda haviam problemas que o atribulavam a mente. Desde o Fantasma da Ópera, um assassino que precisava ser detido antes que pudesse fazer algum mal a um casal de amigos que conheci nessa viagem à Paris até a questão financeira de sua própria família, que sempre foi uma preocupação permanente, perturbavam o sono de John Thornton. Sentia o peso da responsabilidade de não deixar nada faltar à mãe e à irmã, elas dependem dele para ter uma vida confortável, então era necessário estabelecer novos vínculos empresariais, ampliar os negócios, ou John corre o risco de não conseguir prover saúde à mãe na velhice, quando mais precisará dele. Com a cabeça distante, mais nos problemas do que nas exibições femininas extraordinárias do local, estava tão desatento que não valeria muito a pena permanecer naquela alcova. Os olhos percorreram os corpos daquelas duas desconhecidas que repousavam em sua cama, mas um forte pesar nublava sua mente. Deslizou as pontas dos dedos sobre a pele nua do corpo de ambas, subindo das coxas até os rostos, que observava com um olhar curioso pensando no rosto da mulher que desejava ter em seus braços. Como a presença de duas beldades daquelas não foram o bastante para afastar a lembrança do rosto de Margaret Hale? Ainda tentava esquecer a primeira mulher que fora capaz de arrebatar seu coração, mas nada parecia suficiente. Beijou o rosto de ambas e se levantou para se vestir. As duas permaneceram deitadas, com sorrisos convidativos em seus lábios e palavras carregadas de luxúria, tentando convencer o cliente a permanecer, afinal receberiam pela noite inteira caso ele ficasse. Porém, logo após ele deixou o dinheiro sobre a mesa e saiu pela porta, fechando-a atrás de si, afastando-se do quarto e caminhando entre outros clientes e meretrizes. Caminhou em direção à saída, porém teve o braço tomado por uma mulher e surpreso direcionou a ela o olhar. Um manto negro ocultava sua vestimenta, contribuindo para o tom sombrio que ganhava seu olhar congelante. Seus belos lábios moviam-se formando um sorriso e só então pude ouvir o tom de voz forte e o conselho.
──── Essa batalha não é sua, Mr. Thornton...há forças envolvidas que culminarão com sua ruína.
──── Perdão, madame...mas eu não sei do que está falando. Com sua licença. ──── respondeu em uma esquiva cordial afastando-se daquela mulher. Claro que John sabia a que ela se referia, mas não fazia ideia de como ela poderia saber, se havia mais pessoas envolvidas, ou se ela era uma conhecida do próprio Fantasma. Completamente cético, não acreditava que ele ou qualquer outra pessoa possuísse poderes mágicos ou qualquer coisa parecida, portanto não se atentava para o conselho e puxava o próprio braço para se libertar da mulher, que ainda o segurava com firmeza.
──── Miss Hale precisa de você mais do que seus amigos franceses. ──── naquele momento sim a atenção do inglês se voltou para aquela mulher misteriosa, em uma reação violenta e instintiva, ele avançou contra ela levando a mão em seu pescoço e empurrando-a contra a parede. ──── Quem é você e o que sabe sobre ela?! ──── A agressividade do cavalheiro foi recebida com um sorriso e os lábios se moveram como se fossem responder, mas os seguranças do La Maquerelle Maison vieram expulsar o cliente violento, que se retirou ainda mais nervoso com o acontecido. Sabia que precisava esquecer Margaret, mas e se aquela mulher estivesse certa? E se ela estivesse mesmo em perigo? Porem...e o compromisso firmado com o inspetor e os amigos Christine e Raoul? Assim que fora colocado para fora, olhou para trás para ver novamente o rosto da mulher, que sorria parecendo orgulhosa do que tinha feito.


Certamente uma enviada do próprio Fantasma, que tentava amedrontá-los para gerar alguma vantagem para ele tirando do caminho os aliados do visconde, pensava Thornton ainda incomodado com as dúvidas que turvavam seus pensamentos. E se ela estivesse certa? Estaria ele sendo desleal com o sentimento que ainda nutria por Margaret negando ajuda em um momento de necessidade? Era fato que estava em uma encruzilhada, mas não podia abandonar todos os compromissos até então firmados por causa de uma informação de fonte duvidosa. Sequer sabia como aquela mulher poderia saber qualquer coisa sobre isso, mas não era o que importava no momento. Seguiria com o plano, conforme combinado com seus aliados, pois querendo ou não lhes devia sua lealdade com a promessa feita e não desviaria do caminho proposto até então.




Tendo o período da manhã livre para para dormir até o horário combinado para se encontrar com o inspetor Crane e combinar todos os preparativos para o duelo que se realizaria no cemitério de Perros, à meia-noite, Thornton se deitou em sua cama e adormeceu do jeito que chegou, se jogando na cama exausto. Dessa vez nem as preocupações foram capazes de privar-lhe do sono. Eis que durante o mesmo, John sentiu um toque macio em seus lábios a despertarem seus sentidos. Retribuiu o beijo e ao abrir aos olhos, com a visão ainda turva, viu se formar o rosto de Margaret. Surpreso, segurou-a pelos ombros e forçou a visão para ver se era mesmo verdade.
──── Margaret! O que faz aqui? Como voc... ──── foi interrompido por outro beijo apaixonado de sua amada e fechou os olhos mais uma vez entregando-se ao sentimento que aquele beijo irradiava, completamente envolvido. Durante tanto tempo aguardou pela chegada daquele momento que sequer recobrou a razão. Acariciou o rosto dela abrindo um largo sorriso e buscando seu olhar, buscando entender o que a levaria de tão longe até ali só para encontrá-lo. ──── Margaret...você mudou de ideia? ──── Ela apenas acenou com a cabeça sorrindo de volta com a pergunta, um sorriso puro e encantador. ──── Isso é tudo o que eu mais desejei! ──── Exclamou puxando-a para a cama, apoiou o corpo de lado rente ao dela e segurando o seu rosto, beijou-a repetidas vezes, tomado pela alegria daquela notícia, porém ela disse. ──── Então lute por aquilo que deseja. ──── Naquele instante o rosto de Margaret se desfazia, transformando-se no da mulher misteriosa da noite anterior. Surpreso, Thornton arregalou os olhos e em fúria levou as duas mãos ao pescoço da mulher, projetando o corpo sobre o dela apoiando um joelho de cada lado do mesmo, mantendo-a presa submetida a seu controle. ──── Chega! ──── O rosto estava vermelho de raiva e as mãos pressionavam o pescoço daquela mulher quase ao ponto de estrangulá-la para mostrar do que seria capaz se ela não respondesse suas perguntas e ameaçou. ──── Hora de começar a falar, essa é sua última oportunidade. ──── Estava determinado a obter respostas ou matar aquela mulher caso ela se recusasse, cego para as consequências que acarretariam sua barbárie.



Nota do Autor: Aqui termina esse resumão de tudo aquilo que já foi descrito anteriormente nesse paralelo até onde paramos. Foquei apenas na visão do meu personagem sobre tudo que ocorreu até então, pois acredito que ficará mais interessante se você mesma apresentar seu lado na situação invés de descrever tudo sozinho, eheh. Alguns detalhes podemos abordar mais pra frente. Aguardo ansiosamente pela continuidade desse turno.



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