[RP OFICIAL] Leave Out All the Rest

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Mensagem por Vincent Dragunov em Seg Maio 16, 2016 10:58 pm


Leave Out All the Rest

The Celian Sea

Essa RP se passa em uma taverna próxima ao porto de Brumivium. Uma carta foi enviada para todos os capitães e piratas convocando para uma reunião secreta. A carta havia sido escrita formalmente por Enjolras, o estalajadeiro, e constava que a reunião seria totalmente discretiva e que haveria comida e bebida à vontade. A taverna que era movimentada, naquela noite estava vazia para quem chegasse, nem mesmo o dono estava lá, apenas Enjolras, sentado em uma grande mesa circular com um banquete montado. Enormes barris de cerveja estavam organizados pela estalagem. Havia um brilho confiante nos olhos do estalajadeiro, que convidava cada um a se sentar à medida que entravam.

A postagem é fechada. A RP é canônica para a trama do fórum. Os participantes são: Enjolras Musain Antoine e todos os membros do grupo "The Celian Sea". As postagens estão em andamento e sem um prazo de término definido.

PS: Haverá a recompensa de 150 dorwens por postagem + um nível de habilidade para o melhor post.


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Re: [RP OFICIAL] Leave Out All the Rest

Mensagem por Vincent Dragunov em Seg Maio 16, 2016 10:59 pm


LEAVE OUT ALL THE REST
There are many things given to us in this life for the wrong reasons.
What we do with such blessings, that is the true test of a man.
Em um mundo onde os príncipes reinam sobre a terra e os sacerdotes sobre a alma, poucos homens podem gozar de uma vida de liberdade. Mas sobre os mares... quem reinava? Apenas as próprias forças da natureza, pois por mais que a marinha real tentasse estender seu poder para a rebeldia das águas, esse cenário selvagem ainda se mantinha, de certa forma, livre de seus controladores terrenos. Por essa razão, foi a escolha daquele guerreiro errante que naquele momento caminhava pelas ruas de Gligothiel, ainda com as palavras de sua amada Lorelei ecoando na mente após a última conversa que tiveram.
── Você ficou louco?! Quase perdeu a cabeça na arena hoje!!! Quer morrer?! ── exclamou a morena recebendo apenas um sorriso sacana como resposta, afinal ela já sabia que seu apelido não fora adquirido à toa e para evitar a ironia, ele preferiu se manter calado. Madman Kynt não era nem de longe um homem sensato, encaixa-se mais na denominação de "Homem Louco" mesmo... uma alcunha que ele abraçou com a mesma paixão direcionada à essa morena de olhos amendoados, lábios macios como as pétalas de uma rosa e tão vermelhos quanto o sangue derramado nas arenas clandestinas. Ele não passava de um homem perdido em sua própria loucura, disposto a tudo que lhe rendesse ouro, vinho e mulheres.
Sem grandes ambições, levava uma vida simples, um dia de cada vez, sem medo e sem amarras, já que nem Lorelei pertencia apenas a ele. Sua amada Lorelei estava tão longe quanto a lua oculta pelo véu de neblina que se formava sobre sua cabeça. Era ela sua musa inspiradora, nas terras sombrias de Gligothiel, realizando os desejos mais profanos de outros homens, por uma quantia generosa de moedas, o que tornou necessário o desapego.
Madman não tem razão alguma para se fixar, portanto não costuma ter nada além do que é capaz de carregar. Naquela noite, tinha acabado de deixar o bordel da bela Lorelei e caminhava sem rumo com um bolsão de couro contendo suas poucas vestimentas e equipamentos e a espada de uma mão, bem comum, de ferro e uma ânfora de vinho, que ele carregava, bebendo em grandes goles, cantando alto, evidentemente embriagado.
── "Blood rains down from an angry sky, my cock rages on my cock rages on"...

Eis que fora interrompido por um rapaz, que entregava uma carta e saia correndo. Já estranhou o fato de entregarem alguma coisa, mais ainda o fato do garoto ter corrido, mas logo deu de ombros, imaginando que ele poderia ter muitas outras cartas para entregar e por essa razão estava apressado. Abriu a carta curioso e seu o convite erguendo uma sobrancelha, intrigado com aquele conteúdo misterioso.
Ele dobrou a carta, guardou-a no bolsão e decidiu seguir viagem para Brumivium ainda naquela noite, afinal aquela seria uma longa viagem. Seguiu para o centro da cidade, procurando qualquer mercador que fosse viajar para Brumivium para propor seus serviços durante esse período, contra os perigos da estrada e como um braço a mais para serviços braçais em geral. Teve a sorte de encontrar um comerciante de especiarias e tecidos, que viajava com sua comitiva pelos três reinos fornecendo seus produtos e ele partiria naquela mesma noite. O bondoso senhor permitiu que o pirata viajasse na carroça de suprimentos, deitado sobre a carga, para repousar enquanto não fosse necessário para o grupo. Então ele deitou com as duas mãos apoiadas atrás da cabeça e dormiu tranquilamente até sentir o calor do sol incomodar. Naquela primeira noite tudo correu tranquilamente bem, assim como o dia, mas ao final da tarde, quando ainda estavam afastados da cidade embora a avistassem de longe, foram surpreendidos por um grupo de ladrões de carga composto por cinco indivíduos de porte mediano. Assim, o mercenário, quebra-galho, segurança pessoal, gladiador e pirata finalmente viu uma oportunidade para ser útil para o grupo e arrancar um extra, conforme o combinado em caso de algum ataque. Ele respirou fundo, fingiu se render, por estar em desvantagem com os adversários, para esperar que eles baixassem a guarda. Sim... Madman Kynt era louco, mas não suicida, então obviamente ainda parava para calcular seus movimentos e planejar uma estratégia adequada à situação.
Levantou os dois braços em sinal de rendição e aproveitou que o grupo ainda estava dividido para agir. Três deles se ocupavam em amarrar os outros prisioneiros do grupo, o que reduziu a desvantagem e assim, quando um meliante tocou uma das espadas para retirá-la da bainha, Madman abaixou as duas mãos violentamente por trás do pescoço, puxando-o e erguendo o joelho em um salto, atingindo-o abaixo do queixo e já movendo o corpo, invertendo sua posição com o adversário para utilizá-lo como escudo, sacando a espada e colocando-a no pescoço de seu refém. O segundo, já com a espada em mãos, realizou um movimento de estocada no momento em que Mandam saltou, sem prever que ele inverteria de posição com seu companheiro, perfurando seu abdomen, quase alcançando o gladiador escondido atrás dele.
Um a menos! Mad recuou sacando a outra espada e antecipou um golpe em tesoura contra o inimigo que ainda retirava a espada do corpo do primeiro, em uma ação rápida efetuando um corte profundo no pescoço, com a tentativa de esquiva do segundo. Já eram dois à menos, mas com duas mortes nas costas, os outros três deixaram tudo o que estavam fazendo para atacá-lo. Percebendo a presença de um arqueiro, Madman tentou ficar em uma posição que mantivesse os dois outros armados um com uma lança e outro com uma espada na frente para atrapalharem a visão do último. Desferiu um diagonal para baixo mirando o ombro direito de um deles e outro diagonal no ombro esquerdo, ambos bloqueados com a espada, o que demonstrava a habilidade daquele adversário, provavelmente o líder do bando, então Mad recuou correndo em direção à carroça e se jogou apoiado sobre um dos pés e um joelho deslizando por baixo dela para chegar ao outro lado, onde estaria mais protegido. Deixaria este por último, então estudava uma forma de neutralizar o da lança.
Assim que voltou a erguer o corpo, percebeu que ambos fizeram exatamente como previsto, rodearam a carroça, cada um por um lado, para cercá-lo. Como diriam os antigos romanos: "dividir e conquistar!" A velha tática de guerra ainda se mostrava muito eficaz e o sucesso levou o gladiador a sorrir enquanto avançava contra o meliante da lança. Este, efetuou um golpe de perfuração em sua direção avançando para frente e Mad inclinou o corpo para o lado, desviando a direção da ponta da lança com a esquerda, girando o corpo colado a ela atingiu em cheio o pescoço do inimigo com a destra. Efetuou um rolamento para rodear a carroça mais uma vez, aumentando a distância dele com relação ao líder do grupo e avançou para atingir o arqueiro que já gastou duas flechas em tentativas falhas contra o alvo em constante movimento. Rapidamente, Madman atirou uma das espadas contra ele, só para que perdesse a concentração e avançou rolando mais uma vez, ao final da manobra, apoiando os pés com ambos os joelhos flexionados, levantou-se com violência em um golpe vertical de baixo para cima, que atingia o ventre do alvo, atravessando seu corpo e retalhando os órgãos internos.
Por fim, só lhe restava um oponente. Este bem mais habilidoso que os demais, avançava com sua espada, sempre com a guarda alta, mantendo o corpo protegido por um broquel preso ao braço esquerdo. Enfurecido com a derrota de seus companheiros, ele investia um golpe com o broquel forçando Mad a se defender com ambas espadas, pela força utilizada no golpe e a destra efetuava um movimento de perfuração por cima do escudo para atingir o rosto do pirata, que saltou para trás recuando para evitar o ataque. Ele era muito rápido, quase tanto quanto o próprio Mad, o que tornava tudo bem mais interessante. Entre um e outro ataque, o pirata manteve uma posição defensiva, sempre esquivando, enquanto estudava a velocidade de cada golpe, a técnica do oponente, seu tempo de recuo, tempo de ataque e distância segura. Até que finalmente conseguiu encontrar uma oportunidade perfeita para agir. Aguardou a repetição da manobra do inimigo que usava o escudo como uma segunda arma e como proteção para usar esse movimento como apoio para as costas, deixando as duas lâminas livres para receberem a espada do inimigo, formando um x que subiria da altura do broquel em direção acima da cabeça, guiando a espada dele para que não o atingisse. Desse modo, prendeu a espada inimiga entre as duas lâminas próprias e empurrou com as costas o adversário, para desequilibrá-lo, ganhando tempo para virar em um rápido movimento giratório com a espada da mão esquerda contra o broquel e a direita, acima do mesmo, na intenção de atingir o rosto do adversário, que moveu o corpo lateralmente ao receber o primeiro golpe contra o escudo e perceber a lâmina vir por cima do broquel, evitando assim ter o rosto muito ferido.
Com a proximidade e o tempo de combate, Mad se recordou daquele rosto. Não tinha como confundir, não poderia ser outro. Notou as cicatrizes uma no queixo e outra na sobrancelha e uma tatuagem que subia do pescoço pela mandíbula até a lateral do rosto. Era Zhal-Vazir, um famoso assassino e ladrão, procurado nos três reinos! Surpreso com a lembrança daquele rosto desenhado em todos os murais e em todas as tavernas como um dos mais procurados por sua relação íntima com o mercado negro de todos os reinos. Um grande trunfo para a guarda real, se capturado vivo, pelo valor das informações que ele poderia fornecer sob tortura. Mad se lembrava que uma grande quantia era ofertada por sua captura e algumas poucas por sua morte, então decidiu evitar matá-lo e começou a pensar em um modo de capturar aquele adversário, que percebeu em sua distração uma oportunidade perfeita para agir. Investiu contra Mad, dessa vez com o corpo mais baixo, mantendo os joelhos flexionados para tomar mais impulso e invés de usar o escudo para esbarrar no pirata, como costumava fazer nas outras vezes, arremessou o escudo contra o rosto de Mad, obrigando-o a abrir a guarda ao bloquear o escudo e desviá-lo. Uma oportunidade perfeita para um golpe em corte diagonal de cima para baixo direcionado à lateral do pescoço de Mad, que tentava voltar as duas espadas a tempo de aparar o golpe.
✘Tagged: GRYPHERO GOLDHAND
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Última edição por Sergei Dragunov em Ter Maio 17, 2016 2:57 pm, editado 6 vez(es)
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Re: [RP OFICIAL] Leave Out All the Rest

Mensagem por Vincent Dragunov em Seg Maio 16, 2016 11:04 pm



Gryphero Goldhand
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Decisions... Decisions...


A situação não estava fácil para Gryphero, há meses vivendo em uma pequena pocilga que chama de quarto no subúrbio de Brumivium, isso é, se aquela parte da cidade pudesse ser considerada subúrbio, a pobreza era predominante ali, e como a riqueza do jovem ladrão/pirata dependia da riqueza alheia, afinal no momento não era nada além de um ladrão, a situação não poderia ser diferente. Tentava a sorte no centro da cidade, onde podia encher um pouco mais os bolsos, mas o risco de ser pego era muito maior então tinha de ser cauteloso. Naquela manhã tinha conseguido “pegar emprestado” um belo pedaço de pão para o café da manhã, mas os ventos da sorte não sopravam ao seu favor, não até trombar em um jovem mensageiro e escapar do bolso desse para o próprio uma carta selada. Um convite para um grande acontecimento, é o que parecia ser à primeira vista, mas em um bar? Parecia convidar a todos os piratas, mas porque não havia sido procurado para receber a sua? Não era reconhecido como um pirata? Ahh, isso não era aceitável! Anos trabalhando no navio do Barbosa pra isso?! Daria o troco com certeza!

Teve uma ideia então. Um evento desses, mesmo que sendo tão sigiloso, indiretamente iria mover muitas pessoas para a cidade e com certeza alguns mercadores teriam informações privilegiadas, e se fosse para algum tipo de expedição, esses precisariam de muitos suprimentos, logo o fluxo de mercadorias e de dinheiro a entrar na cidade aumentaria exponencialmente. Era uma oportunidade de ouro e não iria perde-la. Mas como? O que fazer? Furtos comuns não seriam eficazes nesse caso, precisava de algo maior, fazer algo grande! Decidiu então procurar por um conhecido Zhal-Vazir. Devia algum dinheiro ao homem e aproveitaria a oportunidade para pagar a dívida. Encontrá-lo foi fácil, este vivia em algum prostíbulo barato.

- Hey, Vazir! Quanto tempo! – Cumprimentou Grif ao encontra-lo em uma casa de moças direitas, com uma bela morena apenas com alguns trapos lhe tampando as partes interessantes sentada no colo do cumprimentado.

- Ahhh! Veja quem apareceu! Resolveu pagar sua dívida? Senão, não teria coragem de dar as caras, não é mesmo? Hahahah – Disse Zhal-Vazir enquanto acariciava a mulher em seu colo.

- Claro! Não seria louco! Tenho uma proposta irrecusável, consegui uma informação que vale ouro! Afinal, não me chamo Goldhand à toa! – Respondeu enquanto gesticulava com os braços abertos, tentando demonstrar certa confiança, tinha que convencê-lo que o plano era bom. – Dentro de alguns dias vão chegar alguns mercadores cheios de itens valiosos aqui em Brumivium para suprir uma grande expedição – jogava o palpite para o bandido, afinal não tinha certeza de nada disto, mas não transparecia a incerteza da informação – Vamos formar um pequeno grupo para emboscar esses mercadores, como sabe sou bom em duas coisas: achar dinheiro e não ser encontrado. Eu os encontro e lhes mando um sinal para armarmos as emboscadas! O que acha? Uma oportunidade de ouro! – Finalizou com um tom de excitação e ansiosidade.

- Hmmm... não sei – Disse o bandido enquanto empurrava a mulher para fora do seu colo e coçava o queixo pensativo. – Então precisa de mim porque é um covarde que não consegue sequer saquear um grupinho de mercadores, é? Hahahaha – Disse debochando de Grif, que tinha muita pouca habilidade de combate e ele sabia disso. – Posso até participar desse seu plano, mas quero metade do lucro total, e consiga mais uns quatro capangas pra me ajudar, não sou louco de ir sozinho.

Envergonhado pelo deboche Grif segurou a raiva, precisaria do homem para o ataque, se pudesse faria sozinho, mas não tinha nem um terço da habilidade de combate que o bandido tinha. Ao sair dali recrutou mais quatro homens que toparam participar dos saques, mesmo que por uma quantia baixa. O dinheiro era escasso e o desespero era grande. E tendo um lutador como Vazir ao seu lado, não precisaria de homens muito habilidosos, os baratos seriam o suficiente. Gryphero ficou então responsável por procurar as possíveis caravanas pela estrada enquanto os outros cincos homens acampavam no meio da floresta, escondidos. Usando de toda sua furtividade ficava à beira da estrada esperando por qualquer sinal de movimento, mas por dois dias não via nada que valesse à pena, apenas alguns camponeses e um mercador com apenas uma pequena carroça carregando repolhos. A impaciência dos bandidos crescia, mas no final da tarde do segundo dia sua salvação apareceu. Um grande mercador, não tão grande assim, mas já era algo que valeria à pena assaltar. Grif correu até o acampamento de seus “companheiros” de emboscada e os avisou para se prepararem para o ataque que logo se iniciou. Tudo ia bem, os bandidos rapidamente renderam os comerciantes e Grif apenas observava oculto nas sombras, até que percebeu um rosto conhecido sair de uma das carroças, não podia ser! Droga! Aquele era o Madman!

Queria avisar aos outros, mas não queria se expor, o que faria? Antes de pensar no que pudesse fazer o guerreiro já havia tomado a iniciativa e um dos capangas já estava estirado no chão. Grif não podia fazer mais nada, iria apenas observar o desenrolar daquela ação, de um lado tinha o Madman que era um conhecido guerreiro e pirata e do outro Zhal-Vazir um bandido procurado. A ação se desenrolou rápido demais, em poucos minutos os quatro capangas estavam caídos, mortos ou inutilizados, e a briga estava entre os dois protagonistas dessa batalha que parecia se igualar. Agora era a hora de Grif tomar a iniciativa, sua ação iria com certeza desbalancear a luta para um dos lados e após alguns segundos pensativo, partiu furtivamente por trás da carroça, sacando a espada e indo por trás de um dos guerreiros, lhe atravessando a espada pelas costas, perfurando o pulmão. Havia escolhido interceder a favor de Madman. Vazir já o tinha com maus olhos pois devia dinheiro a ele, então mata-lo não era uma opção ruim, e a emboscada já havia dado errado no momento que os outros quatro capangas foram derrotados, como iriam carregar toda a carga apenas os dois? Além do quê, Madman era também um pirata, provavelmente iria até a taverna para a tal reunião, poderia usá-lo para entrar com ele e descobrir o que iria acontecer ali, a curiosidade o estava matando por dentro.

Quando a espada atravessou o pulmão do bandido, este imediatamente parou o movimento que estava prestes a desferir contra o adversário, sua espada caiu ao chão pela súbita falta de força, seus olhos estavam vermelhos, não pelo ferimento, mas sim pela raiva de ser atingido por trás por quem estava ali para ser seu aliado.
- Co... varde. – Disse virando para trás, olhando nos olhos de Gryphero antes que o ar lhe faltasse os pulmões.
Grif retirou a espada do tronco do bandido em um movimento rápido para interrompê-lo antes que conseguisse falar qualquer coisa a mais, deixando este cair no chão morto. Mal acreditava no acabou de fazer, não era acostumado a matar e achou que aquilo seria mais fácil do que parecia, mas suas mãos tremiam e mal conseguia manter a espada firme em seu pulso. Tentando recuperar a firmeza, balançou a cabeça para voltar a si e virou o olhar para Madman:

- Sorte sua eu estar por perto! Fica me devendo essa! – Disse com um sorriso meio forçado, ainda estava um pouco extasiado com a adrenalina da ação. – Suponho que possa me pagar uma bebida na taverna de Thaed Port. – Disse em tom de indireta, temendo que alguém pudesse estar ouvindo enquanto estendia a mão direita para cumprimenta-lo.

Continua após a participação combinada com Madman Kynt.
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Re: [RP OFICIAL] Leave Out All the Rest

Mensagem por Vincent Dragunov em Ter Maio 17, 2016 4:53 pm


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Madman fechava os olhos por uma fração de segundo percebendo que seu tempo de resposta não seria suficiente para aparar o golpe que o atingiria no pescoço, imaginando ser aquele o momento em que as areias de seu tempo esvair-se-iam por entre seus dedos. Esperava pelo menos ter o privilégio de uma morte rápida, mas se surpreendeu ao ouvir o ruído da lâmina caindo no chão, rente a seus pés. Abriu os olhos incrédulo e percebeu que outra lâmina atravessava o peito de Zhal-Vazir, que falava com dificuldade tossindo o sangue que lhe inundava os pulmões formando a palavra "covarde" ao fixar os olhos em seu algoz...
O gladiador acompanhou o olhar de Vazir e encontrou uma figura conhecida. Era Gryphero! Arregalou os olhos surpreso com a presença dele, afinal não esperava vê-lo novamente tão cedo. Ele havia deixado a tripulação do Capitão Barbossa, à qual Madman servia de tempos em tempos, sem nunca realmente se fixar.
── Gryphero?! Mas que diabos! O que está fazendo?! ── reclamou escondendo a surpresa por ter sido salvo logo por um ladrão ── Esse cara vale mais vivo que morto! Eu estava com tudo sob controle! Não queria matá-lo! Nunca viu esse rosto? ── segurou o morto pela gola do gibão, levantando-o para que Gryphero visse bem o seu rosto ── Você não o conhece?! É Zhal-Vazir! Eu queria levá-lo vivo pra pegar a recompensa! ── sua expressão era de raiva, embora no fundo estivesse um pouco agradecido por ter saído vivo dessa, afinal sabia que teria no mínimo levado um golpe fatal no pescoço se Vazir tivesse continuado o ataque e isso dificultaria muito suas chances de capturar o mercenário procurado ── Maldito seja! Tecnicamente, é você quem me deve uma por ter matado Vazir! À propósito... ele parecia te conhecer e... ── tentava mudar logo de assunto para não admitir estar em débito com um ladrão, mas mal teve tempo de terminar de falar, os mercadores aplaudiram gritando agradecimentos aos guerreiros. O grupo se aproximava de forma calorosa, exaltando as habilidades dos guerreiros, mas não mencionavam em momento algum qualquer tipo de pagamento.
Como o combinado era a carona em troca do serviço de proteção, Madman não se atrevia a barganhar nada, afinal ainda era um homem de palavra. Limitou-se a receber as honrarias de seus companheiros de viagem junto com o convidado inesperado que questionaria depois.

Recordou-se da carta recebida, que o levou até aquele lugar e imaginou que sendo Gryphero também um pirata, ele teria recebido o mesmo convite, logo deveriam prosseguir com a viagem até chegar à estalagem. Seus companheiros de viagem trouxeram duas ânforas de vinho, uma para cada, como forma de agradecimento e assim, Madman disse.
── Agradeço a hospitalidade, companheiros... devemos prosseguir, a viagem ainda não acabou. ── não gostava de ter que interromper a comemoração, ainda mais sem ter a chance de tirar proveito dela apreciando uma bela donzela, mas tinha pressa para chegar ao banquete e acreditava que Gryphero também, por isso apressava o grupo.
Esperava ter a atenção dos demais voltada para reorganizar as carroças e os animais para prosseguir, enquanto ele se afastava arrastando o corpo do criminoso mais valioso para cortar-lhe a cabeça. Pelo menos ela deveria valer algumas moedas e para um desafortunado como ele, o que viesse era lucro, não arriscaria perder a recompensa que fosse oferecida pelo morto. Colocou a cabeça em um saco e amarrou no cinto para que ela não atrapalhasse seus movimentos, em seguida foi revistar o corpo, procurando qualquer coisa que pudesse lhe ser útil depois. Encontrou apenas algumas moedas, uma quantia significativa de ópio, que ele podia reconhecer em um frasco pequeno e sua armadura leve e equipamentos, que não eram superiores aos dele mesmo e nem lhe serviriam.
── Hm. Que pena... ele não tem muita coisa, mas talvez os equipamentos lhe sirvam. Vamos revistar os outros corpos e depois seguiremos com o grupo. ── largou o corpo pegando apenas a espada e caminhou em direção aos demais procurando qualquer coisa que pudesse ter algum valor. Um deles usava um medalhão que parecia ser de prata, então ele o retirou e colocou no próprio pescoço.
Sentia-se dono da pilhagem, afinal Gryphero só chegou no final da matança e não poderia exigir muito, já que o fez perder uma grandiosa recompensa. Conferiu todos os corpos e levou consigo alguns poucos itens de valor que poderia vender e algumas moedas que poderiam servir para pagar a volta para Gligothiel.
Bebia três goles generosos na ânfora que carregava consigo e voltava ao grupo, que se apossava dos cavalos dos bandidos para compor a própria frota. Finalmente prontos para partir, a viagem seguiu com a mesma tranquilidade inicial e a cada passo a imagem de Brumivium se aproximava mais.
── Voltou a trabalhar para o Barbossa? Ele também recebeu o convite? ── puxava assunto para tornar a viagem menos tediosa receptivo como se estivesse diante de um velho amigo.
Quando finalmente chegaram nos portões da cidade, Madman se dirigiu a um dos guardas e ofereceu a cabeça, procurando um cartaz sobre a oferta de recompensa por Vazir nos portões ou nos muros das casas.
── Essa é a cabeça de Zhal-Vazir! Recordo-me que uma recompensa foi prometida...
── Pelo homem vivo, rapaz! ── interrompeu o guarda olhando para a cabeça, que logo reconhecia como sendo mesmo a do procurado ── Morto ele não nos serve de nada.
── O que?! Mas como assim?! Nadinha?!
Furioso, Madman lançou um olhar ameaçador para Gryphero por ter matado Vazir e jogou a cabeça em direção ao rosto dele, literalmente "jogando na cara" a culpa que ele tinha pelo pirata-gladiador não ter ganhado sua recompensa.
Contentava-se descontando sua frustração com o sangue coagulado que esperava manchar o rosto de Gryphero, afinal de todo jeito ficaria sem recompensa alguma, não havia mais o que fazer quanto a isso.
── Vamos à taverna, se não chegaremos atrasados. Já devem estar todos lá.
Acreditava que a boa comida e a bebida valeriam a longa viagem e esperava por uma boa proposta de trabalho e aventura, afinal era isso o que mais estava precisando naquele momento.
Sem demora, Madman seguiu em direção à estalagem, imaginando que pelo tardar das horas, estaria atrasado para a tal reunião. Estranhava o silêncio quando se aproximou da porta, afinal não era bem o que imaginava para uma reunião de piratas, logo supôs que o assunto deveria ser muito sério para ter conseguido calar a todos, ou ainda não haveria mais ninguém no recinto além dele mesmo e do autor da carta.
Os passos de Madman ecoavam pelo salão em uma melodia quase fúnebre enquanto este se dirigia à mesa farta receoso sobre tamanho banquete oferecido a meros piratas como eles. Percebeu não haver mais ninguém no ambiente além do próprio estalajadeiro, do qual o pirata se aproximou, levando logo uma das mãos à uma perna de leitoa que arrancava para si e cheirava desconfiado.
── Bom, que isso aqui é real pude perceber, mas me preocupa toda essa oferta. Receio que a recíproca deverá ser proporcional...
Estranhava muito a ausência de outros piratas e por essa razão, caminhava pelo recinto com a destra apoiada no cabo da espada enquanto a esquerda carregava o pernil, que ele ainda resistia em morder. Apesar da fome, sua desconfiança era maior, então ele ainda esperava por alguma garantia de que seria seguro se alimentar ali.
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