EXEMPLOS DE TURNOS

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EXEMPLOS DE TURNOS

Mensagem por Geralt of Rivia em Seg Fev 29, 2016 6:59 pm

── The Witcher ──
❝Only death can finish the fight,
everything else only interrupts the fighting.❞
Naquela noite, Geralt tinha os sentidos despertos pelo aroma mítico de uma mulher... "Hummm...lilac and gooseberries", pensou. Era ela...certamente tinha acabado de sair do banho e se posicionava sorrateiramente ao lado da cama para despertá-lo. Ele permanecia deitado com as costas apoiadas na velha cama de madeira daquela estalagem barata que ele nem se preocupou em ver o nome. Já se encontrava em um estado de consciência plena, mas permanecia com os olhos fechados, fingindo ainda dormir. Sentiu a coxa apoiar sobre a lateral de seu corpo e conteve o impulso de tocá-la, gostava de deixá-la impaciente, buscando diferentes formas para acordá-lo. Estava curioso, queria saber como ela o despertaria dessa vez... só esperava que não fosse com algum tipo de magia. A outra coxa logo se posicionou do outro lado do corpo, aprisionando-o entre as duas, foi então que não se conteve e elevou as mãos ásperas e pesadas, para sentir a pele lisa e macia pressionando as coxas da morena, enquanto murmurava seu nome. ── Yennefer... ── movendo o corpo para se acomodar melhor e subindo as mãos pelas coxas nuas até encontrar a cintura, ele finalmente abriu os olhos. Ainda sonolento, tinha a visão desfocada, mas se esforçava para ver naqueles lábios o sorriso malicioso e os enigmáticos olhos violetas, mas longe de avistar aquela expressão conhecida, notou que haviam lágrimas escorrendo pela face e o corpo dela começava a congelar, assim como todo o ambiente à sua volta. A visão do hálito quente denunciava a mudança drástica na temperatura e o corpo de Yennefer congelava sobre o dele. Geralt arregalou os olhos amarelos com íris em fenda e subiu uma das mãos para tocar o rosto dela, buscando encontrar em seu olhar algum sinal de vitalidade. Eis que percebeu no brilho violeta uma expressão de medo, angústia, e viu o reflexo neles da Wild Hunt. ── Geralt! ── os lábios se moveram repentinamente e a voz conhecida gritou em alerta e então o witcher despertou, ouvindo a porta do quarto abrir com a violência de um golpe de machado de guerra de lâmina dupla. Despido de sua armadura, Geralt saltava pela lateral da cama, levando a mão às espadas que sempre deixava apoiadas próximas a ele e se levantou, retirando a espada de aço da bainha, jogou o restante sobre a cama e em sua mão esquerda ativou o Queen Sign, que criava em torno de si uma camada tripla de escudo mágico, capaz de absorver algum dano. O invasor terminava de abrir caminho pela porta e avançava com um corte diagonal da direita para a esquerda, mas pelo peso do machado, seus movimentos era muito mais lentos que os do witcher, que recuava saltando para trás em uma fração de segundo antes de ter o corpo atingido e antes que o adversário levantasse novamente a espada, arqueou os joelhos para tomar impulso e avançou deslizando horizontalmente a espada no pescoço do homem, que caía de costas no chão apresentando os típicos espasmos musculares de quem ainda luta pelo que ainda lhe resta de vida. O sangue manchava a madeira do quarto e os móveis, assim como o peito e parte do rosto de Geralt, que utilizava seu Witcher's sense, para rastrear qualquer tipo de pista no corpo daquele homem que pudesse levá-lo ao motivo daquele ataque. Verificou os bolsos e encontrou um Contrato de Caça pela cabeça dele e o canto esquerdo do lábio elevou-se formando um meio sorriso. ── Hum...então é um mercenário. Quem o contratou? ── A busca por Yennefer teria que esperar. Geralt pegou um cantil e utilizou a água para molhar um pedaço do tecido que cobria a cama e limpar o sangue de seu corpo. Só então, vestiu a armadura leve em couro e malha de aço. Não usava armaduras mais pesadas para não atrapalhar seus movimentos, jogou as espadas às costas como de costume, calçou as botas reforçadas, pegou a alforje de Roach (aquela bolsa dupla presa à sela), que continha maior parte de seus pertences, apoiou sobre o ombro e saiu do quarto, utilizando o Witcher's sense para procurar pegadas do mercenário. Não foi difícil diferenciá-la entre as demais, as passadas eram mais espaçadas pela tentativa de não fazer nenhum ruído mesmo com a arma tão pesada. Notou também a medida do pé e isolando a trilha que deveria seguir, caminhou em passos rápidos até o lado de fora da estalagem, onde assoviou chamando o cavalo, que logo se aproximou. Com o corpo finalmente livre do peso do alforje deixado no dorso de Roach, Geralt procurou por mais pistas, que ele seguiu até chegar a um beco, onde pelo menos oito mercenários o aguardavam. Seu nome era bem conhecido, mas os witchers ainda despertavam o medo, o desprezo e o ódio por onde passavam por não pertencer a nenhum dos mundos, nem dos humanos nem dos monstros, perseguido por ambos os lados. Porém, o witcher só exterminava monstros no sentido pejorativo da palavra, mantendo uma neutralidade política para conseguir trabalhos melhores, aceitando contratos de guildas e nações inimigas, preocupando-se apenas em fazer um bom trabalho. Sejam humanos ou não-humanos, Geralt mantinha o bom senso para distinguir quem deveria ou não matar, afinal muitos humanos conseguiam ser piores que qualquer monstro e nem todo monstro era de tudo tão mal. Dessa forma, conquistava aliados e inimigos diversos, seja em função de algum mal entendido espalhado, como o assassinato do Rei Foltest, seja em função de alguma decisão comprometedora para algum lado.
O “Gwynbleidd” (“O Lobo Branco” - apelido dado pelas dríades) era um exímio caçador, sempre trabalhando para não descumprir nenhum de seus contratos e entre um trabalho e outro, repousa apenas em tavernas como aquela, mas seu sono nunca é tranquilo. Ele tinha perdido a memória e levou cerca de dois anos pra conseguir recuperá-la. Por essa razão, seus sonhos sempre eram muito confusos e ainda haviam lembranças que a recuperar, outras que ele não sabia ser de fato reais, o que ainda gera alguns desentendimentos. Geralt dificilmente passa despercebido por onde quer que ande, os primeiros a avistarem são os animais e as crianças, que são mais sensíveis à sua presença. Sem muita chance de se misturar à multidão, então comumente o caçador se torna caça e emboscadas são parte de seu cotidiano, pois tanto humanos quanto monstros, encaram os witchers como inimigos, seja por medo ou por ódio, a perseguição é sempre a mesma. Por mais que tentasse manter a neutralidade de suas ações, sua lista de inimigos era vasta demais para que ele tentasse ir atrás de cada um deles, logo ele preferia esperar que o procurassem. Sempre bem armado e munido com vários tipos de poções, desenvolvidas a partir de toxinas diversas, que em seu corpo tinham um efeito diferenciado, invés de danificar o corpo, como faz com humanos e monstros comuns, algum atributo ou habilidade é elevado, aumentando sua probabilidade de sucesso contra estes. Com um conhecimento básico em alquimia também confecciona bombas e óleos a partir de ingredientes naturais, retirados de monstros e plantas diversas, que misturados produzem efeitos que facilitam seu trabalho. Uma característica típica dos witchers é o fato de sempre levarem duas espadas às costas, prata para monstros e aço para humanos. Esta... é a noite do aço.

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Geralt of Rivia



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